Nas edições do dia 08/04, pouco consegui encontrar sobre mudanças nas políticas de segurança pública que mantivessem relação com os acontecimentos no Realengo. Apenas no jornal Correio do Povo encontrei uma referência diretamente relacionada.
Intitulada Controle de armas: debate reaberto (p. 31) a matéria noticia que o evento "reacendeu" a discussão na Câmara dos Deputados sobre o controle de armas e munição. Há informação que o deputado Alessandro Moron (PT-RJ) entrou com requerimento para recriar a subcomissão especial de controle de armas e munições, pedido que seria votado na semana seguinte pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (o que de fato ocorreu, no dia 13/04, tendo sido aprovada a criação da subcomissão). O governo do RJ, por sua vez, informou que a Polícia iria investigar como Wellington obteve as armas utilizadas. Chama a atenção a declaração do governador do RJ de que o atirador (Wellington) "estava muito bem armado, portava duas pistolas [na verdade, revólveres] de calibres 32 e 38" [nota nossa]. O Ministro da Justiça, por sua vez, reforçou a ideia de uma nova campanha pelo desarmamento no Brasil (o desarmamento já havia sido apontado pelo Ministro em fevereiro deste ano como uma das prioridades do Ministério).
Como o título da matéria parecia indicar, controle e armas serão as palavras da pauta...
es.tran.gei.ris.mo. S. m. 1. Emprego de palavra, frase ou construção sintática estrangeira; peregrinismo. 2. barbarismo.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Controle (d)e armas
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Sobre ecos e reverberações...
"O PAÍS EM CHOQUE. (foto) Do lado de fora de escola no Realengo, na zona oeste do Rio, a perplexidade diante do ato de um ex-aluno de 23 anos, que matou pelo menos 12 adolescentes e se suicidou." - Zero Hora, capa, 08/04/2011
"MASSACRE. Atirador mata 12 jovens em escola municipal do bairro Realengo no Rio de Janeiro e se suicida. Fato choca o Brasil." - Correio do Povo, capa, 08/04/2011.
"UM DIA SEM COR. Em uma tragédia sem precedentes no país, Wellington Menezes de Oliveira mata 12 estudantes, fere outros 13 e se mata no subúrbio do Rio de Janeiro. Ontem foi uma quinta sem cor, sem graça. (foto)" - Pioneiro, capa, 08/04/2011.
"p. 23. Tragédia. Atirador invade escola no Rio de Janeiro e mata 11 crianças. (foto) Dez das vítimas fatais são meninas com idade entre 12 e 15 anos." - Jornal do Comércio, capa, 08/04/2011.
Essas foram as manchetes de alguns dos principais jornais do RS no dia 08/04/2011, um dia após os acontecimentos na escola do Realengo no RJ. Nesse dia, quando discutíamos na aula de Processos Institucionais sobre o conceito de analisador e o que poderíamos tomar como analisadores, questionei se, por exemplo, a invasão do Complexo do Alemão pela polícia ocorrida no ano anterior no RJ poderia ser utilizada como um analisador para discutir as transformações ocorridas na instituição segurança pública a partir daquele momento. Naquele momento, pensava nas UPPs e nas discussões que ocorriam em diversos meios de comunicação nos rastros do ocorrido.
Agora, tendo me proposto a tarefa de elaborar o presente diário, e considerando o bombardeio midiático de (des)informações, resolvi realizar processo de análise semelhante, tomando, não como analisador no sentido exato do termo, mas como ponto de partida da análise, os acontecimentos na escola do Realengo. Meu interesse principal são as implicações desse acontecimento para as políticas de segurança pública no nível federal e no estadual (RS) - seus ecos e reverberações. A ambição é tentar identificar quando e como (o instituído?) a segurança pública entra em questão. Para isso, vou acompanhar as notícias por três jornais do RS que tenho acesso direto: dois de circulação estadual - Zero Hora e Correio do Povo - e um de circulação na região da Serra (Pioneiro) e, eventualmente, buscar nas páginas institucionais dos órgãos citados nas reportagens informações sobre as propostas noticiadas.
Apesar de algumas medidas já terem sido anunciadas, a pergunta que eu não vi ninguém fazer até agora é:
Aparentemente, a resposta afirmativa já estava dada antes mesmo da discussão ter começado.
"MASSACRE. Atirador mata 12 jovens em escola municipal do bairro Realengo no Rio de Janeiro e se suicida. Fato choca o Brasil." - Correio do Povo, capa, 08/04/2011.
"UM DIA SEM COR. Em uma tragédia sem precedentes no país, Wellington Menezes de Oliveira mata 12 estudantes, fere outros 13 e se mata no subúrbio do Rio de Janeiro. Ontem foi uma quinta sem cor, sem graça. (foto)" - Pioneiro, capa, 08/04/2011.
"p. 23. Tragédia. Atirador invade escola no Rio de Janeiro e mata 11 crianças. (foto) Dez das vítimas fatais são meninas com idade entre 12 e 15 anos." - Jornal do Comércio, capa, 08/04/2011.
Essas foram as manchetes de alguns dos principais jornais do RS no dia 08/04/2011, um dia após os acontecimentos na escola do Realengo no RJ. Nesse dia, quando discutíamos na aula de Processos Institucionais sobre o conceito de analisador e o que poderíamos tomar como analisadores, questionei se, por exemplo, a invasão do Complexo do Alemão pela polícia ocorrida no ano anterior no RJ poderia ser utilizada como um analisador para discutir as transformações ocorridas na instituição segurança pública a partir daquele momento. Naquele momento, pensava nas UPPs e nas discussões que ocorriam em diversos meios de comunicação nos rastros do ocorrido.
Agora, tendo me proposto a tarefa de elaborar o presente diário, e considerando o bombardeio midiático de (des)informações, resolvi realizar processo de análise semelhante, tomando, não como analisador no sentido exato do termo, mas como ponto de partida da análise, os acontecimentos na escola do Realengo. Meu interesse principal são as implicações desse acontecimento para as políticas de segurança pública no nível federal e no estadual (RS) - seus ecos e reverberações. A ambição é tentar identificar quando e como (o instituído?) a segurança pública entra em questão. Para isso, vou acompanhar as notícias por três jornais do RS que tenho acesso direto: dois de circulação estadual - Zero Hora e Correio do Povo - e um de circulação na região da Serra (Pioneiro) e, eventualmente, buscar nas páginas institucionais dos órgãos citados nas reportagens informações sobre as propostas noticiadas.
Apesar de algumas medidas já terem sido anunciadas, a pergunta que eu não vi ninguém fazer até agora é:
Esse acontecimento tem alguma relação com as políticas de segurança pública atuais?
Aparentemente, a resposta afirmativa já estava dada antes mesmo da discussão ter começado.
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